LÉIA CONCEIÇÃO APARECIDA PANTONI
de Ribeirão Preto, SP
Que sofreu torturas sem merecer,
Que era meiguice e bondade,
Que nos ensinou a viver
E só mostrou a verdade,
Não sei nem o que dizer
Diante de tanta humildade
Presente, assim, em seu ser.
Eu poderia, agora, neste poema, falar
Do justo que foi condenado
Pelo crime de muito amar
E que foi denunciado
Só pelo bem praticar.
Mas, mesmo assim, foi culpado
Por quem não soube julgar,
Sofreu, calado, sua dor
Com muita fé e esperança
E nunca guardou rancor
E tampouco alguma lembrança.
Sua doutrina era o Amor,
Que espalhava com confiança,
Repleto de paz e ardor.
Mas, não soube a humanidade
O seu gesto compreender.
Ele mostrou a liberdade
Que todos devemos ter,
Sacrificando sua integridade
Para o mundo proteger,
Num exemplo de bondade.
Então, que mais posso fazer
Senão o seu dia lembrar
E recordar seu sofrer
Em cada triste despertar;
Que nos mostrou que viver
É sempre amar e perdoar
Sem do próximo esquecer.
Eis Jesus Cristo, irmão
Mestre de toda vida,
Falei tudo nesta oração
Que nunca será esquecida,
Ficando em nosso coração
A sua vida sofrida,
Mas, cheia de compaixão.