ORSON PETER CARRARA
de Mineiros do Tietê, SP
Do jornal A VOZ DO ESPÍRITO pude extrair trecho de resposta dada por nosso confrade JOSÉ RAUL TEIXEIRA durante entrevista no III ENTRADE em Três Lagoas-MS, que trago à apreciação dos leitores: "Conheço alguns Centros Espíritas onde, enquanto alguém faz a pregação, as pessoas são encaminhadas para a sala de passe. Isso significa duas coisas, a princípio: a palestra é desnecessária, pois não está tendo o devido valor, ou seja, a função escola do Centro Espírita está sendo rejeitada; e a função hospitalar, cujo passe poderia ter, não está caracterizada pelo aprendizado da escola. Em dia de palestra e passe, o lógico é que após a explanação as pessoas reflitam, estejam sensibilizadas e encharcadas do conhecimento e, somente agora, o passe deve ser aplicado naqueles que precisam e querem. Do contrário, eles voltam a adoecer, porque não ouviram a mensagem que os ajudaria a se libertar dos problemas. Isso não é Centro Espírita. Ainda porque não se valoriza o que há de mais importante no Espiritismo, que é o ensino. Emmanuel fala que a maior caridade que se pode fazer pela Doutrina Espírita é a sua própria divulgação. Mas, para muitas casas, é o passe. O passe é como a pílula para dor de cabeça. A gente toma o comprimido para a dor, mas precisamos saber a origem dela, senão ela voltará. É o estudo espírita que nos mostra a origem dos nossos problemas, para que não tenhamos necessidades de tomar passes, todos os dias. Quando os dirigentes não estão afinados com o Espiritismo, essas coisas acontecem. Eles não sabem porque aplicam o passe nem porque promovem palestras. Não tem sentido retirar uma pessoa que está assistindo a palestra para tomar passe".
Não pude resistir a transcrição completa do trecho lido naquele jornal. São ponderações lógicas, sintonizam com o bom senso e são idéias que precisam sempre ser lembradas e divulgadas.
Afinal, a prática espírita precisa estar sintonizada com a coerência. Saber o que fazemos, porque fazemos...