João Augusto de Oliveira
"TIO JOÃO"

FERNANDA C.ASTELO MOÇO RIPAMONTE
de Ribeirão Preto, SP

Desencarnou em nossa cidade na madrugada do dia 6 de agosto de 1997, em sua residência, após a enfermidade de um ano, o Sr. João Augusto de Oliveira, cercado do carinho da inseparável esposa e dos filhos amados. Contava com 78 anos de idade, e foi entre nós, um trabalhador incansável da causa espírita, da assistência aos necessitados e será sempre lembrado pelo sorriso sincero que transmitia paz e pela mão amiga que oferecia segurança.

Nasceu João Augusto de Oliveira no dia 27 de março de 1919, na cidade de São José da Bela Vista, filho do Sr. João Augusto de Oliveira e de Dona Mariana Clara. Casou-se com a Sr.ª. Dulce Figueiredo de Oliveira em 27 de julho de 1944, e viveram em Franca até 1948, onde nasceram dois filhos, tendo depois vindo residir em Ribeirão Preto. São seus filhos Luiz Carlos, casado com a Sr.ª Lizete Fregonesi de Oliveira, Lúcia Helena, casada com o Sr. João Batista Pileggi Filho, Paulo Henrique, casado com a Sr.ª Bernadete Lima de Oliveira, Marisa, casada com o Dr. Luís Pasqualin, e Sandra Regina, casada com o Dr. Francisco José Moura Duarte. Uma família muito bonita que sempre deu muitas alegrias ao Tio João e Tia Dulce, como são conhecidos pelos amigos e todos que conviveram com ambos. Têm portanto, cinco filhos, cinco genros e noras e treze netos e dois bisnetos. Tiveram uma vida dedicada à vivência espírita repleta de exemplos e sabedoria, para os familiares e aqueles que os conhecem.

São seus irmãos: Benedito, José e João.

Era viajante de profissão, representante comercial, até o ano de 1975, quando se aposentou, tendo residido durante muitos anos na Rua Visconde do Rio Branco n.° 1140 e atualmente na General Osório n.° 782.

Por volta do ano de 1952 teve os primeiros contatos com a Doutrina Espírita e foi imediatamente acatado pela esposa, cuja família católica não fez oposição a que ambos se tornassem espíritas e dessa forma educassem seus filhos. Eram convictos e sua busca religiosa se deu porque queriam ajudar uma irmã de Tia Dulce que estava muito doente, foi o encontro com um grande espírita Sr. Drumont que os despertou para o espiritismo. Freqüentavam inicialmente a Sociedade Espírita União e Caridade, foi ele quem transportou muitas vezes, Dr. Jaime Monteiro de Barros e Divaldo Pereira Franco para que proferissem palestras pela região de Ribeirão Preto, divulgando a Doutrina Espírita.

Foi um dos fundadores das Casas de Betânia - Instituição Espírita, Instituto Espírita Paulo de Tarso, Sociedade Espírita Cinco de Setembro- "Casa do Vovô", Nave da Saudade e outras, tendo sido Diretor das Casas de Betânia, Instituto Espírita Paulo de Tarso e Casa do Vovô, onde exerceu as funções de Provedor. Aos domingos freqüentava o Sanatório Vicente de Paulo, onde também participava da reunião de sexta-feira.

Participava dos trabalhos do Lar Espírita Cristão.

Foi um trabalhador como poucos, onde havia um trabalho a realizar ali ele era encontrado, ligado ao MOHAN, distribuição de alimentos aos hansenianos, há quase dez anos, encaminhamento de pessoas doentes, ajudava na elaboração e distribuição de medicamentos.

Fundou recentemente a Associação Espírita Antônio Francisco Lisboa, juntamente com Geralda Engracia, Antônio Bastos, D. Elma, Luiz Schiavone e outros para dar continuidade ao atendimento aos hansenianos.

Entre seus amigos, Tio João tem a alegria de ter o imenso carinho que lhe dedicam Chico Xavier, a quem acompanhou diversas vezes nas distribuições à sombra do abacateiro, nas tardes de sábado em Uberaba, João Nunes Maia, de Belo Horizonte, Sr. Langerton de Peirópolis, todos de Minas Gerais e Sr. Lauro e Sr. Gonçalves da Casa Transitória, Antônio de Paiva, dona Guiomar e tantos outros que se uniram durante muito tempo no trabalho de assistência aos necessitados. Com certeza não estarão separados.

A menção a esses nomes é precedida do nosso pedido de desculpas aos que omitimos, pois são inúmeros, e os familiares têm por todos grande respeito e consideração.

Falou da Doutrina Espírita por toda sua vida, falou com ação, com caridade, com ternura, entregava a todas as pessoas com as quais se encontrava, e eram muitas, mensagens, livros, principalmente atenção, carinho. Todas as Instituições Espíritas que solicitassem sua presença em suas atividades tinham a colaboração indispensável do Tio João, trabalho que não foi interrompido nem mesmo durante períodos de hospitalização.

Temos pelo amigo João Augusto de Oliveira uma gratidão imensa pelo carinho com que atendia a todos que, segundo as palavras de Lúcia Helena, sua filha, "recebiam dele, de seu sorriso sempre presente um convite à luta, ao trabalho e à vida".

Agradecimentos à Lúcia Helena e Marisa que colaboraram com o Jornal VERDADE E LUZ..