Na mansão de Pilatos

THEODORO JOSÉ PAPA
de Ribeirão Preto, SP

Na mansão de Pilatos, com maldade,

Um jovem, só, estava sendo julgado,

Por crime de amor a humanidade,

Ao madeiro foi ele condenado.

Sob chibatadas e uma pesada cruz,

Seguiam ao som dos que lhe comprazem

Uma coroa de espinhos para Jesus,

"Perdoa, eles não sabem o que fazem".

Gemidos, com sangue e dados rolando,

Jogando a sorte do manto de Jesus,

Guardas e fariseus cantarolando,

Indiferentes ao sofrimento na cruz.

Três cruzes levantadas no calvário,

Uma para Dimas - bom ladrão chorando,

Outra para Géstar - mau e falsário,

Outra para Cristo - sempre perdoando.