E por falar em críticas...

ORSON PETER CARRARA
de Mineiros do Tietê, SP

Algo bom que podemos fazer em favor do Movimento Espírita do Estado é falar da aproximação dos espíritas, vivendo a experiência de permutar fraternidade. A aproximação dos espíritas faz viver o esforço do Dr. Bezerra de Menezes em reunir forças para o desenvolvimento e expansão do pensamento, do movimento espírita, visando o bem da coletividade.

Quando fico a pensar na falta que faz a Doutrina na vida das pessoas, que sofrem e se debatem em dúvidas, aflições e problemas que poderiam estar superados ou enfrentados com mais coragem se estivessem de posse do conhecimento espírita, fico também a imaginar quantos benefícios e bênçãos maiores seriam distribuídas com mais união da família espírita. E quando se fala em união, não se pensa de forma alguma em violentar a liberdade individual ou coletiva, mas se busca mesmo o trabalho conjunto que soma forças que possibilitem expandir com planejamento, segurança e mais alcance as idéias espíritas. Ora, a força da Doutrina, sua solidez, seu caráter altamente educativo, seu cunho de consolo que alcança os corações que sofrem, bem como sua mensagem libertadora de orientação acessível a qualquer mentalidade, pode ajudar muita gente. Nisto já não se tem mais dúvidas! Daí o trabalho desenvolvido pelos espíritas em todo país.

Mas, por que não se unir, então, todo este trabalho?

Acaso não serão muito mais abrangentes os resultados? E aqui falamos também de divulgação, assistência espiritual, qualidade nos estudos, conhecimento e prática.

Falemos, então, em termos práticos. Como funcionaria tudo isto?

Somos espíritas. Aceitamos os princípios, estamos vinculados a uma atividade espírita através de uma Casa Espírita e conscientes da proposta espírita através do estudo, reconhecemos sua importância, para a vida, nossa e de nossos irmãos.

Esta conscientização leva ao trabalho, que também se apresenta diversificada em várias frentes. Por afinidade de trabalho desenvolvido, que tal realizarmos atividades em conjunto, respeitando-se mutuamente? Que tal conhecermos a experiência do outro grupo, procurando aproveitar o que eles fazem de bom e que possa por nós ser utilizado? Que tal, também, o outro aproveitar e utilizar a nossa experiência? Isto não é bom?

Ora a Doutrina já ensina que o egoísmo é um grande inimigo do progresso humano. Começamos por aí, então, deixando de guardar nossas experiências bem sucedidas, para oferecê-las a outros grupos que possam aproveitá-las.

Já paramos para pensar nos benefícios de se alcançar todo o público espírita do Brasil, nos milhares de Centros Espíritas do Brasil, com divulgação de boas idéias, bons livros, bons eventos... E nas realizações conjuntas que possam alcançar o grande público... Não estamos na Doutrina para nos concorrermos entre si. Estamos com Ela e Nela para trabalhar pela melhora do mundo, ajudando nossos irmãos que ainda não tiveram a felicidade de conhecê-la. E também não temos o direito de desejar controlar o público, omitindo-nos nesta aproximação que tão bem faz, justamente pela fraternidade dos eventos espíritas? Pois, verdadeiramente, eles antecipam o clima das esferas superiores! E vamos nos ausentar? Vamos omitir isto do público?

A aproximação dos espíritas merece nossa atenção! Ela realiza o que muitas vezes o Centro não consegue realizar sozinho. Fechar-se pode significar estagnação, pois há sempre o que aprender, oferecer e receber. Abramos o coração para a unificação! O trabalho das federativas estaduais, representadas pelas regiões nos diversos Estados, visa este fortalecimento. Usemo-la sem medo...