OSAEL DE CARVALHO
do Rio de Janeiro, RJ
Hoje, em meus momentos de profunda paz, descobri que os fortes e os valentes não precisam de mim. Só os fracos, desvalidos e com problemas, me procuram. Sei que eles precisam do meu apoio, da minha ajuda, da minha boa palavra; a levantar-lhes o ânimo, para voltarem a lutar e a viver.
Muitos vem de guetos, becos sujos e favelas; onde a poeira é a sua cama e a friagem, o seu cobertor nas noites de frio... Mas eles querem mudar a vida, eles tem esperança em realizar e construir dias melhores, vida melhor, sonhos melhores... Eles tem esperança e fé, por isso me procuram.
Uns estão enfermos, outros com doenças corporais bem graves e muitos até, em fase de doença terminal... Mas eles me procuram e muito esperam de mim...
Me procuram, e nessa grande romaria de aflitos, vem idosos, moços, jovens, crianças... Uma procissão enfileirada de seres humanos que pedem ajuda e precisam dos meus cuidados...
Acho que vou poder, é certo, atender a todos; escutar um por um, falar de como poderão sobreviver com sabedoria, às suas desventuras...
Vou falar a cada um, dizendo de como podem melhorar a vida, o corpo, a saúde, o EU interior... Como poderão lutar por uma vida de muita fé, paz e esperança; pois eu entendo de consolar os aflitos, de acalentar os que choram, de amenizar as dores dos que sofrem... porque sou a luz que ilumina a escuridão, sou o pão que sacia a fome, sou a mão que acaricia a cabeça do desesperado; sou quem trás a esperança para o aflito, sou quem auxilia os que sofrem...
Sou como a água que suaviza os lábios secos e alivia a sede; SOU A CARIDADE.