Editorial
Uma história de amor à causa
Há vinte e cinco anos, um grupo de jovens espíritas teve a iniciativa de instalar uma feira do livro espírita, em uma das praças públicas da cidade de Ribeirão Preto. Isto ocorreu em 1974.
Foi uma das primeiras feiras nesses moldes. Seu objetivo era claro: contribuir com o processo de propagação dos postulados espíritas, através do livro, facilitando o acesso do público à cultura espírita.
Historicamente foi um marco. Toda a família espírita de Ribeirão Preto aplaudiu a idéia, vibrou com a realização e as sociedades espíritas não mediram esforços para prestigiar o novel evento.
Hoje, passadas duas décadas e meia, é possível avaliar o que esse marco significa para o movimento espírita, local e regional: 1.°) a representatividade pública da Doutrina Espírita perante a sociedade como um todo; 2.°) um canal de comunicação com o grande público de Ribeirão Preto e da Região, através do qual se escoa a cultura doutrinária espírita; e 3.°) um ponto de encontro dos espíritas, que, no decorrer de uma semana se confraternizam no recinto da feira.
Por um lado, a feira proporciona o exercício da união das sociedades, a partir do momento em que as equipes de trabalho se formam com o apoio das sociedades espíritas unidas à USE-Ribeirão Preto. constituindo um colegiado de colaboradores pertencentes aos vários centros espíritas locais. Por outro lado, a feira torna-se a fonte de abastecimento de obras espíritas para os centros espíritas que, por sua vez atualizam e complementam os estoques de suas respectivas livrarias.
No âmbito externo, a feira tornou-se um ponto de referência da cidade no mês de julho, uma vez que já consta do calendário cívico-cultural da Prefeitura Municipal.
Por tudo isso, temos que reconhecer que a feira do livro representa a conquista de um valioso espaço no universo cultural da cidade e da Região e que precisa ser preservado e ampliado para que o conhecimento doutrinário espírita alcance o grande público na via pública. Nesse período de 25 anos, a feira distribuiu cerca de 360.000 unidades, correspondendo em média à venda de 14.400 exemplares por ano/semana.
Dinamizar o processo de propagação da Boa Nova no seio da sociedade atual é medida de urgência que não se deve deixar para depois, por uma questão até mesmo de caridade. E o livro espírita, ao lado das outras mídias, como o jornal, a TV, o rádio e a revista, está também cumprindo seu papel, silenciosamente.
Pense Nisso. Pense Agora.