THEODORO JOSÉ PAPA
de Ribeirão Preto, SP
Noite quente, uma senhora descansa
Em seu quarto, janela aberta, sem trilho,
E um marginal armado a saltava
A velha assustada, "E agora meu filho?"
Agora não vai acontecer mais nada;
É a primeira vez que me chamam de filho.
Corri por longa e espinhosa estrada,
Para saber de quem eu era filho.
Filhos, espíritos a nós confiados,
Responsáveis pela sua educação.
Se forem desviados, mal educados,
Será então grande nossa punição.
Mãe, cuidado, o fato é verdadeiro,
Dê a seu filho muito afeto e calor.
Não o deixe na rua o dia inteiro,
O seu aconchego é vida e amor.