ARY DA COSTA NOGUEIRA
de São José dos Campos, SP
"Não desprezeis profecias: julgai todas as cousas, retendo o que é bom." - Paulo, 1 Tessalonicenses - V - XX
O Jornal "Folha de São Paulo", em sua edição de 7 de julho deste ano, publicou a seguinte notícia: "Previsões feitas por um vidente eslovaco de um forte terremoto em Teerã estão causando pânico no Irã... O vidente, descrito pela imprensa iraniana como especialista em terremotos, prevê para esta semana um sismo de mais de 5 graus na escala Richter."
Esta assustadora informação, que deveria se confirmar, conforme previsto, dentro de uma semana, não se concretizou até hoje. É certo que abalo sísmico não ocorreu no Irã, mas, em outros locais houve registros de terremotos, inclusive a recente catástrofe ocorrida em "Papua - Nova Guiné", onde ondas de até 10 metros de altura, provocadas por um abalo no fundo do mar, mataram milhares de pessoas.
Teria o vidente eslovaco errado de lugar onde ocorreria o cataclismo, ou tudo não passou de uma triste coincidência? Poderia ter sido, também, uma falsa profecia como tantas outras já registradas.
Os erros e até mesmo embustes que todos conhecem não invalidam a existência de verdadeiro atributo da premonição. Durante todas as etapas da evolução humana, os profetas sempre tiveram situação de destaque. Os relatos contidos no "Velho Testamento", dedicam especial atenção aos profetas e suas revelações, destacando-se, entre eles, os nomes de Jeremias, Amós, Isaias, Habacuque e Daniel.
Em o "Novo Testamento", as profecias de João, cognominado o Batista, iniciaram um período de relevantes prognósticos, culminando com as previsões do próprio Cristo, denominado por alguns como o "profeta de Deus".
Até os nossos dias, a humanidade vem analisando, com crescente admiração, as conhecidas profecias do astrólogo e médico francês Nostradamus, as quais, datadas de 500 anos atrás e redigidas em estilo complexo e quase sempre enigmático, tem se revelado verdadeiras, com relação a vários acontecimentos ocorridos nos últimos tempos.
O insigne mestre Allan Kardec, em sua monumental obra da codificação da Doutrina Espírita, tratou deste fenômeno, conforme encontramos em vários de seus escritos. É digno, porém, de ser estudado todo o Capítulo XVI do livro "A Gênese", onde ele analisou, com detalhes, a "Teoria da Presciência". Deixou bem claro, logo de início, que o conhecimento do futuro é assunto muito sério. Afirmou, em certo trecho: "É por isso que Deus, às vezes, permite que uma ponta do véu se erga, porém sempre com uma finalidade útil, jamais para satisfazer uma frívola curiosidade."
É oportuno, encerrando este breve comentário, lembrar aqui o que está registrado no "Novo Testamento" - Atos - Cap. II, V. 17, onde se lê: "(...) vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos."