O beija-flor

THEODORO JOSÉ PAPA
de Ribeirão Preto, SP

A alma, quando pura, não se irrita
Como sempre, no alpendre vou-me sentar,
Logo cedo um beija-flor me visita.
Suga seu néctar e voa pelo ar.

Estas cenas as vejo a cada dia,
O jardim, plantas e folhagens em cores,
Isso me proporciona alegria,
E o beija-flor farfalhando nas flores.

Pequena ave, vive na natureza,
Para ela não tem algemas nem grade
Ela se alegra em ver tanta beleza
E agradece tudo com humildade.

Por que não imitamos o beija-flor?
Não tem ódio, ambição, nem maldade
A natureza lhe dá vida e calor,
Ele não sonha, vive a liberdade.