JOSÉ
JACINTHO
de Várzea Paulista, SP
Exaltando a filosofia da evolução, através das existências numerosas que nos aperfeiçoam o ser nas reencarnações necessárias, esclarece o excelso instrutor: "Ninguém poderá ver o Reino de Deus se não nascer de novo." E Allan Kardec conclama: "Nascer, viver, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei" .O espírito através das vidas sucessivas e solidárias, viaja pela longa estrada do progresso para chegar ao Reino de Deus. "Estado de sublimação da alma, criado por ela própria, através de reencarnações incessantes".
Os espíritos são criados simples e ignorantes, mas dotados de aptidões para tudo conhecerem e progredirem, em virtude de seu livre arbítrio. Pelo progresso adquirem novos conhecimentos, novas faculdades, novas percepções e, conseqüentemente, novos gozos desconhecidos dos espíritos inferiores. Eles vêem a essência das coisas, ouvem a natureza declamar as leis divinas, sentem as energias sublimes do amor. Sua sensibilidade alcança elevadíssima dimensão, sentem e compreendem o que os espíritos atrasados não podem sentir, ver, ouvir e compreender.
O progresso dos espíritos é o fruto do próprio trabalho. Das qualidades do indivíduo depende-lhe a felicidade, e não do estado material do meio em que se encontra. Sendo a felicidade dos espíritos inerente as suas qualidades, haurem-na eles em toda parte onde se encontrem, seja na superfície da terra, no meio dos encarnados ou no espaço. O mundo espiritual tem esplendores por toda parte, harmonia e sensações que os espíritos inferiores, submetidos a influência da matéria, não entrevêem.
Essas sensações, harmonias e tudo mais, só são acessíveis aos espíritos purificados, de sorte que de dois espíritos, um pode não ser tão feliz quanto o outro, unicamente por não possuir o mesmo adiantamento intelectual e moral, sem que por isso precisem estar, cada um em lugares distintos. A felicidade está na razão direta do progresso realizado pelo espírito. E a razão e a consciência nos dizem que a ciência e a religião, saber e virtude são os dois elementos da perfectibilidade, as duas asas em que a alma se firma para ascender à perfeição e a felicidade. Nascer, viver, morrer, renascer ainda e progredir sempre para realizar a sublimação da alma e ver o Reino de Deus.