Editorial

Mediunidade da Teoria à Prática

A partir de 1861, quando Allan Kardec lançou, em Paris, O Livro dos Médiuns, sob a orientação dedicada e constante dos Espíritos Superiores, os adeptos do Espiritismo passaram a ter uma nova visão sobre mediunidade, médiuns e fenômeno mediúnico.

Ao investigar as multifaces da mediunidade, enquanto faculdade humana e natural, Allan Kardec projetou, no O Livro dos Médiuns, um verdadeiro tratado de comunicação com o plano do Espírito, identificando nessa comunhão, implicações e conseqüências de ordens morais e espirituais.

Embora O Livro dos Médiuns e algumas obras subsidiárias de autores encarnados e desencarnados reunam o conteúdo básico para o entendimento teórico da mediunidade, a sua prática sempre irá exigir ponderação, equilíbrio e cautela, além de uma metodologia afinizada com os ideais cristãos.

Em boa hora, o Departamento de Orientação Doutrinária da USE-Ribeirão Preto se prontificou a realizar uma hora antes do início da reunião do Conselho Deliberativo (portanto, às 14h), um curso sobre a Prática Mediúnica, segundo o pensamento kardequiano, visando orientar os dirigentes e interessados na realização de sessões mediúnicas.

Não se trata de uniformizar as práticas, mas de se analisar e estudar novas formas de abordagem e condução dos trabalhos, para maior aproveitamento das reuniões dedicadas a esse fim.

Independente das características de uma sessão mediúnica, sob a orientação dos parâmetros kardequianos, sua finalidade será sempre de esclarecer, consolar e despertar ou alimentar esperança nas almas - e isto é válido tanto para desencarnados, como encarnados.

Pense nisso. Pense agora