Editorial
2000 CHEGOU, MÃOS À OBRA!
Começou o ano novo e com ele reiniciaram-se as atividades doutrinárias em nosso movimento.
Por certo, várias atividades permanecerão como antes, outras serão repensadas, buscando o seu aperfeiçoamento e, ainda, vislumbram-se aquelas que deverão ser criadas, abrindo novas frentes de trabalho nas casas espíritas e nos órgãos de unificação.
É nesse momento que todo espírita deve sentir-se contente, entusiasmado, otimista e, sobretudo agradecido, pelas oportunidades que a existência presente lhe oferece para o trabalho-doação e o trabalho-aprendizado, cooperando na Seara do Mestre, pela sua própria redenção.
Em recente mensagem* de Joanna de Ângelis sentimo-nos encorajados e confortados quando nos diz que não estamos a sós. Seres amados nos envolvem em dúlcidas vibrações que nos sustentam as energias, preservam a nossa saúde e nos vitalizam a disposição para continuarmos servindo.
Em outro trecho a Mensageira espiritual indaga: “Já imaginaste em ociosidade dourada ou em festas ruidosas ou em recreações contínuas?” E adverte: “Renasceste para o serviço, pois que aceitaste a tarefa como terapia salvadora. Provéns de comportamentos anteriores que te alienaram, que te comprometeram.”
Diante dessas considerações, entendemos que o convite para engrossar as equipes de trabalho nas instituições espíritas é para todos.
A palavra de ordem é servir. É doar-se de coração.
O movimento espírita na Terra, que se caracteriza pelas ações e tarefas realizadas pelos adeptos do Espiritismo, já é um movimento centenário, que iniciou com Allan Kardec, em 1857. Ele se mantém e prospera graças a ação constante e decisiva da Espiritualidade e ação de uma minoria de espíritas que não se contentam só em freqüentar as instituições espíritas e passivamente receber os benefícios que as casas oferecem. Vão mais além. Dedicam mais algumas horas de seu tempo a atividades mais abrangentes, como na área administrativa, na evangelização (às várias faixas etárias), nos estudos regulares da Doutrina Espírita, no campo do estudo e desempenho da mediunidade, no serviço de assistência social, na comunicação social, no campo do livro em suas várias formas: livraria, feiras, clubes, bancas e outras, além de outros setores que porventura as casas espíritas e os órgãos unificadores (USEs locais e regionais) podem oferecer.
É claro que toda decisão de cooperar deve ser objetiva no sentido do futuro trabalhador encontrar afinidade com a área ou setor que pretenda se engajar e, espontaneamente, entendendo que ele tomou a decisão com alegria, com entusiasmo, por livre vontade.
Fazendo uma reflexão mais profunda sobre a mensagem de Joanna de Ângelis, concluímos que a nossa existência está comprometida com o trabalho de reconstrução no campo do Bem, em todos os setores de atividades independente de onde possamos servir. E ao servir, o maior beneficiado é o próprio servidor que encontra a oportunidade de se reajustar moralmente com a Lei Maior.
Já houve quem dissesse: “A seara é grande e os seareiros são poucos”.
Mãos à obra, você pode diminuir essa diferença.
Pense Nisso. Pense Agora.
* Mensagem psicografada por Divaldo P. Franco intitulada “Servidor”, no Centro Espírita Caminho da Redenção - Salvador, BA em 25/11/1966.