Editorial

O “ATÉ LOGO” E O “ATÉ BREVE”

A ALLAN KARDEC

 

Março nos leva a relembrar a desencarnação de Allan Kardec, ocorrida em Paris, no dia 31, de 1869.

Do seu trabalho missionário surgiu a codificação do Espiritismo enfeixada nas obras básicas, constituídas de “O Livro dos Espíritos” (1857), “O Livro dos Médiuns” (1861), “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (1864), “O Céu e o Inferno” (1865) e “A Gênese” (1868).

Nasceu em Lyon, a 3 de outubro de 1804. no seio de uma família, por vários anos, atuante no campo da magistratura e na tribuna, mas Léon Hippolyte Denizard Rivail (seu nome de batismo) não seguiu a carreira paterna. Desde jovem, sentia-se atraído para o estudo da Filosofia e das Ciências. Na Escola de Pestalozzi, na Suíça, onde ingressara, desenvolveu carreira como educador e seu trabalho não só influenciou o processo educacional francês, como também na Alemanha.

Em Paris, por volta de 1850, sua atenção voltou para o campo das manifestações dos espíritos - empenhou-se em lhes deduzir as conseqüências filosóficas e entreviu, desde logo, o princípio de novas leis naturais: as que regem as relações entre o mundo visível e o invisível, lançando, assim, um forte facho de luz sobre vários problemas reputados insolúveis e compreendeu o seu alcance do ponto de vista religioso.

Além da publicação das Obras Básicas do Espiritismo, Allan Kardec fundou e dirigiu por quase 12 anos a “Revue Spirite” (1858/1869) que, somada às Obras Básicas constitui em um dos maiores monumentos literário-doutrinário do Mundo. Oportuno, também citar que a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, fundada por Allan Kardec (1858), foi um verdadeiro laboratório de pesquisas no campo doutrinário e um canal de relacionamento com vários adeptos, em vários países.

Sua morte física deu-se em virtude de uma moléstia no coração: um aneurisma não o poupou, rompeu-se e lhe foi fatal.

Por mais que imaginemos, não teremos condições de dimensionar o choque que esse fato gerou na época, no seio da comunidade espírita em França e em outros países.

A “Revue Spirite”, de maio de 1869, assim encerrou o editorial referindo-se à desencarnação do Codificador do Espiritismo: “Uma individualidade poderosa construiu a obra; era o guia e a luz de todos. Na Terra, a obra tomará o lugar do indivíduo. Não nos uniremos em torno de Allan Kardec; estaremos unidos em torno do Espiritismo, tal qual ele o constituiu e, por seus conselhos, sob sua influência, avançaremos a passos certos para as fases prometidas à Humanidade regenerada”.

E, a beira do túmulo de Allan Kardec, o Sr. Levent, Vice-Presidente da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, assim se expressou sereno e confiante: “Em nome da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas não te dizemos adeus, mas até logo, até breve!”

Quem crê e vivencia, confia e espera.

Pense Nisso. Pense Agora.