Família
MARCELA CASTRO DE SOUZA
da Mocidade Espírita Emmanuel
Antigamente a palavra família era representada pela união de avós, tios, primos, irmãos e pelos pais de um indivíduo; hoje a família passou a ser representada apenas pelos pais e irmãos de uma pessoa. Muitas vezes, percebemos que ela também é representada por uma mãe e seu filho ou raramente por um pai e seu filho.
Essas mudanças de representação da família se devem a muitos fatores e podemos citar, dentre outros, os econômicos, nos quais o homem ou o casal se uni para buscar melhores condições de vida nos grandes centros populacionais, afastando-se, assim dos outros membros. Lembramos também que a necessidade de trabalho leva os familiares a se distanciarem uns dos outros devido a indisponibilidade de tempo ou até pelo estresse do dia-a-dia.
Atualmente, as famílias, de um modo geral, não vêm desempenhando plenamente o seu papel na nossa sociedade. Se, algumas vezes, ela soluciona o problema que seus integrantes encontram na convivência social, outras vezes, ela é o berço onde nascem e crescem os problemas. E, a nosso ver, há uma prevalência do segundo aspecto citado.
É necessário que pensemos qual é realmente o papel da família e se ela o está exercendo de fato.
Hoje, a violência é um problema de grandes dimensões, não só no Brasil, mas no mundo. E será que ela não se inicia na própria família?
As crianças educadas com violência tornam-se agressivas quando adultas, e assim esse ciclo tende a se expandir mais e mais.
Cresce o número de pessoas que precisam apenas de um pouco de carinho, de atenção, de alguém com quem conversar. E cresce, conseqüentemente, o número de psicólogos para atender a essas pessoas. Sem menosprezar a função de tais profissionais, será que a família não poderia, em boa parte, atender a essas carências?
Acreditamos que é interessante para o bem da sociedade tratarmos com mais importância a família. Devemos transmitir aos nossos filhos que a família pode ser representada de várias formas, mas sua função é uma, pois ela tem que ser sempre o ponto de partida e chegada de seus integrantes, ela deve ser caracterizada pelo amor, pela confiança e pelo respeito entre todos.
Só assim a sociedade pode ser melhorada, pois crianças e jovens que sabem onde se refugiar dos problemas, sabem também enfrentá-los e superá-los.