Feira do Livro: O Livro Espírita em evidência
NILZA TERESA ROTTER PELÁ
de Ribeirão Preto, SP
Voltávamos da feira do livro espírita, comentando sobre o fato de ser a versão 28 o que significa que há 28 anos companheiros têm se dedicado, com fidelidade, a um dos principais paradigmas do movimento doutrinário: divulgar a doutrina como forma de dar aos indivíduos, pelo conhecimento, condições de fazer sua modificação interior.
Constatamos que um freqüentador assíduo nestes 28 anos, com uma compra por vez, já teria, na sua biblioteca pessoal 28 obras o que já lhe proporcionaria um razoável conhecimento doutrinário.
Sabemos que a feira não se destina prioritariamente àqueles que são estudiosos e freqüentadores da casa espírita, mas àqueles curiosos que em outra circunstância não comprariam um livro espírita, porém pessoalmente duvido que nós espíritas deixemos de ir anualmente e adquirir algum livro. Em nossa ida deste ano pudemos observar o esforço de dois companheiros em montar uma estante colocando em destaque os lançamentos, lembraram-se de nós os freqüentes compradores do livro espírita, a eles nosso muito obrigado.
Costuma-se dizer que o povo brasileiro não lê, mas reportagem de uma revista de grande circulação relata uma pesquisa que constatou que 58 milhões de brasileiros são leitores assíduos; esta pesquisa também revelou que o brasileiro só não lê mais porque o livro no Brasil é muito caro, o que felizmente não se aplica ao livro espírita.
A acessibilidade às obras doutrinárias é de fundamental importância para todos as pessoas, daí ser relevante às casas espíritas manterem uma biblioteca que faculte a seus freqüentadores a possibilidade do empréstimo.
André Luiz em “Conduta Espírita”, no tópico “Perante o livro” nos fornece uma importante orientação para melhor aproveitar a oportunidade de ter um livro em nossas mãos, são elas: reservar alguns minutos por dia para leitura de obra edificante, iniciar pelo estudo das obras fundamentais do Espiritismo, conhecer a biblioteca da casa espírita que freqüentamos, olhar com indulgência as obras que combatem a doutrina, buscando advertências e avisos, cultivar o hábito de presentear obras espíritas, não se cansar de repetir estudos, examinar todas obras para não se iludir com falsos conceitos e finalmente divulgar os livros que apresentam a doutrina espírita.
Quanto à importância das obras fundamentais da doutrina assim se expressa Herculano Pires no livro “O Homem Novo”: No capítulo terceiro da primeira parte de O Livro dos Médiuns, Kardec declara: aos que quiserem adquirir os conhecimentos preliminares (da doutrina), pela leitura de nossos livros, aconselhamos a seguinte ordem: 1) O que é o Espiritismo, 2) O Livro dos Espíritos, 3) O Livro dos Médiuns, 4) A Revista Espírita.’ Ainda não haviam aparecido o Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese, mas a Revista Espírita já era recomendada como indispensável. E a verdade é que esses livros iam sair das suas páginas. A Revista era a fonte em que borbulhavam as águas da III Revelação.” Ainda informa que o Brasil foi o primeiro país a traduzir os 12 volumes da Revista Espírita. Esta coleção ainda não é suficientemente lida pelos espíritas, portanto merece maior divulgação.
Ao concluirmos vamos deixar alguns pensamento sobre o LIVRO :
“Vaso revelador retendo o excelso aroma,
Do pensamento a erguer-se esplêndido e bendito,
O Livro é o coração do tempo no infinito,
Em que a idéia imortal se renova e retoma.”
(Olavo Bilac em Parnaso do além túmulo)
“O livro é bom companheiro
Que me educa, que me alerta,
A todo instante roteiro
Que me traça a estrada certa.”
(João de Deus em Jardim da infância)
“O livro que aprimora é um mentor que nos guia”
(Leôncio Correia em Vozes do grande além)
“Quem lê sabe mais, e quem lê livro espírita fica sabendo até de coisas do outro mundo”
(sem autor, retirado de um marcador de livro)