Comentando o livro Loucura e Obsessão

 

JAIME GILBERTO ROSA

de Ribeirão Preto, SP

 

Psicografia; Divaldo Pereira Franco

Autor espiritual: Manoel Philomeno de Miranda

Data: 16 de junho de 1986, Salvador (BA)

 

Começamos por definir o título do livro, buscando no dicionário encontramos que LOUCURA é alienação mental, insensatez, louco é aquele que perdeu a razão e, RAZÃO é a faculdade própria do homem de conhecer, pelo espírito a distinção das idéias e das coisas, é o bom uso das faculdades intelectuais. OBSESSÃO, é impertinência, perseguição, idéia fixa, portanto obsessor é aquele que causa a obsessão, que importuna.

Passando agora a analisar a loucura sobre o prisma da Doutrina Espírita vemos no Livro dos Espíritos, na questão 375 a pergunta de Kardec: Qual, na loucura a situação do Espírito. Responderam os Espíritos: “O Espírito, quando em liberdade recebe diretamente suas impressões e diretamente exerce sua ação sobre a matéria, encarnado, porém, ele se encontra em condições muito diversas e na contingência de só o fazer com o auxílio dos órgãos especiais, alterados estes, no todo ou em parte fica alterado também o recebimento e transmissão das impressões e idéias, o que o Espírito no seu foro íntimo tem consciência, mas, não depende dele alterar o curso de tal situação. Complementando a pergunta indaga Kardec: “Então a desorganização é sempre do corpo e não do Espírito?” Responderam: Exatamente, mas esclarecem, que como o Espírito exerce influência, essa também (a matéria) pode influenciar o Espírito dentro de certos limites temporariamente, em função da alteração dos órgãos pelos quais manifesta e recebe as impressões, podendo ainda em função do tempo de duração, o espírito só se libertar após livrar-se de toda impressão da matéria.

Vejamos agora o que nos fala “O Livro dos Médiuns no capítulo XXIII” sobre a obsessão. Obsessão é o domínio que alguns espíritos logram obter sobre determinadas pessoas. A obsessão é sempre praticada por Espíritos inferiores, pois os bons nenhum constrangimento causam, se não são ouvidos em suas inspirações afastam-se, enquanto os inferiores agarram-se àqueles que podem fazer suas presas.

A obsessão foi descrita pelo grau de intensidade em obsessão simples, em fascinação e subjugação.

Obsessão simples é aquela em que um Espírito malfazejo se impõe a um médium, impedindo-o de comunicar-se com outros Espíritos e, isto pode ocorrer a qualquer médium, mas só se caracteriza com a tenacidade do Espírito, que é sempre percebido pelo médium. (Fala-se aqui em médium. Abre-se porém, esses raciocínios para todas as pessoas).

Fascinação já é mais grave, caracteriza-se pela ação direta do Espírito paralisando o raciocínio relativamente as comunicações. O fascinado não acredita que o estejam enganando, acredita-se perfeito, e é levado a afastar-se daqueles que o podem alertar sobre os acontecimentos.

Na obsessão simples o obsidiado sente-se perturbado, procura, busca livrar-se do incômodo. Na fascinação em função do engodo do Espírito o fascinado se sente bem, achando que os outros é que estão em erro.

Na subjugação há a constrição que paralisa a vontade daquele que a sofre e o faz agir a seu mau grado. Pode haver a subjugação moral e corporal. Na moral o subjugado é levado a tomar resoluções insensatas, absurdas, que, por ilusão as julga sensatas. No segundo caso, a subjugação corporal, o Espírito atua nos órgãos materiais provocando movimentos involuntários, por exemplo: levando o médium a escrever a qualquer momento, ter atitudes que normalmente não as teria, absurdas, fora de um contexto real e normal.

Voltando agora ao nosso livro de estudo, é ele composto por vinte e seis itens, onde teremos a oportunidade, ao estudá-lo, entrar em contato com situações diversas que envolvem os seres humanos em suas lutas diárias, ora caminhando, ora estacionando no tempo, o que é muitíssimo bem colocado no preâmbulo do livro pelo próprio autor espiritual, que fala ainda da ciência comum a descobrir os valores espirituais no tratamento da loucura e da obsessão como veremos no caminhar do seu estudo.