Era Natal

 

CID SAMUEL CARNEIRO DA SILVA

do Rio de Janeiro, RJ

 

Não era uma noite comum,

E aquela MÃE aflita,

Andava de um lado para o outro,

Num sofrimento atroz.

Desde cedo a mesa posta,

Em um canto da poltrona,

O presente do filho.

A espera era longa,

As horas não passavam,

A angústia daquela pobre MÃE,

Apertava ainda mais seu coração.

De joelhos, ora.

Foram anos de tristeza e agonia,

Ela espera a volta do filho, neste dia.

Faltam poucos segundos para meia noite.

A porta se abre, e ela corre apressada,

Para os braços de seu filho,

Ele a aperta contra o peito, e sorrindo,

Lhe entrega o seu pequeno presente,

Grande na decisão tomada,

Uma pedra de CRACK, um CACHIMBO.

Lá fora fogos de artifício,

MÃE, estou noutra, larguei o vício,

Seus olhos brilham, Filho.

Resplandece a luz.

Não era uma noite comum,

Era NATAL, o nascimento de JESUS.