25 de dezembro
JOEL ALVARENGA
Comemora-se em 25 de dezembro o dia da encarnação na Terra, de Jesus, “o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem para lhe servir de guia e modelo”. E aqui nos perguntamos: Por que uma data fixa para as comemorações de seu natalício, enquanto a sua desencarnação é uma data móvel que tem como referência os quarenta dias após o Carnaval?
A figura de Maria deve ser também lembrada nessas comemorações do Natal do seu Filho amado, que desceu das alturas celestiais para, junto de nós, ensinar majestosas lições de amor a Deus e ao próximo.
Foi um momento de rara beleza aquele em que Maria recebeu a visita de um mensageiro celestial, que dada a sua elevação, se apresentou como uma luz radiante, dizendo chamar-se Gabriel, que lhe fala: “Maria, alegra-te! O Senhor é contigo! Bendita sejas entre as mulheres”.
Que emoção deveria ter sentido Maria seguida da intensa alegria que lhe invadiu o coração. Refeita da emoção, ouviu ainda o mensageiro: “Não temas, Maria. Conceberás e darás à luz um filho e lhe darás o nome de Jesus”
Somente a grandiosidade daquele coração de mulher poderia responder: “Faça-se em mim segundo a vontade de Deus”.
Nasceu afinal Jesus. E esse fato que a humanidade cristã comemora no dia 25 de dezembro, de maneira tão barulhenta, onde as mesas, dos mais afortunados financeiramente, se enchem de iguarias e bebidas.
Esquecemos que Jesus nasceu numa manjedoura, dando-nos uma eterna lição de humildade.
Quando acordaremos, deixando nascer em nossos corações, o homem novo, abandonando o homem velho que existe em nós, para oferecermos ao aniversariante o presente mais valioso que, certamente, Ele gostaria de receber: ver os seus irmãos voltados todos para o culto do amor ao próximo, amando a Deus acima de todas as coisas e se conscientizando do importante papel que temos a desempenhar na obra da criação?
Amados irmãos! É hora de abraçarmos firmemente as leis morais da vida, tão bem ensinadas e exemplificadas no curto espaço que Ele, o nosso querido Mestre e irmão Jesus, conviveu conosco, como Espírito encarnado, deixando-nos uma filosofia de vida, toda ela calcada na verdadeira fraternidade que deve existir entre os homens.
E a Maria, Mãe de Jesus, alma pura que deu à humanidade lições de tanto amor e resignação, o nosso agradecimento por ter, por seu intermédio, permitido que chegasse até nós, o meigo rabi da Galiléia.