A luta dos grupos

 

ORSON PETER CARRARA

de Matão, SP

 

Desarme-se quem pensa que abordaremos a velha questão dos desentendimentos e lutas internas nas instituições, com os melindres e constantes problemas humanos. Queremos sim situar a luta permanente de grupos formados – ou buscando a própria integração – para manterem-se o máximo possível dentro dos parâmetros doutrinários do Espiritismo e ao mesmo exercerem sua ação com dinamismo e motivação para seus próprios integrantes.

São dificuldades naturais, pois que humanas. Ocorre que a Doutrina Espírita, que inspirou o surgimento dos centros e grupos espíritas, constitui valioso patrimônio moral e intelectual e que motiva a todos que com ele seriamente tomam contato, um permanente trabalho de estudo, divulgação e trabalho em prol da coletividade. Isto é um desafio, pois requer planejamento, envolvimento e contínua atualização de métodos. Ele, por sua própria natureza, solicita constante revisão da atuação de seus seguidores nas atividades a que se dedicam, pois que não sendo estacionário, caminha a frente do próprio progresso humano e estudando-o percebe-se claramente o caráter atual de suas propostas. Conforme avança o conhecimento humano, maior se torna a amplitude de seus ensinos, força mesmo de sua própria natureza – como dissemos acima.

Mas, não há motivos para preocupações. Existe sim motivos para verdadeira alegria. Como é bom saber que a Doutrina Espírita provoca progressos por onde se torna conhecida e onde está presente. Mas, poderiam perguntar: Como acompanhar esse progresso, estar atualizado? Que métodos podem usar os grupos para superarem as dificuldades de crescimento, de atualização, de motivação e envolvimento de seus participantes? É fácil responder!

Há uma regra infalível: participação! Jamais isolar-se. O isolamento é o melhor e mais rápido caminho para a estagnação. Feliz daquele (referimo-nos a grupos, mas a idéia vale também individualmente) que procurar estar sempre entrosado, participando. Outro será o caminho dos grupos que estiverem integrados com outros grupos, trocando experiências, buscando e levando idéias. Isolar-se em quatro paredes, achando-se auto-suficientes é rápido caminho para o fracasso. E não há porque temer buscar ajuda, idéias, experiências e sugestões com outros companheiros e grupos. Isto revitaliza as atividades e promove o crescimento, desperta de sonolência que todos estamos sujeitos, por força agora de nossa natureza humana, frágil e vacilante. Todos crescem com a decisão da permuta de experiências: quem leva sua experiência vai ter que preparar-se e quem recebe sentirá o perfume do entusiasmo e dos novos ares que chegam… tão necessários para a renovação que sempre se busca. Temos tido a ventura de visitar inúmeros grupos espíritas e podemos notar que onde há vontade e iniciativa de buscar aprimoramentos, os ares são de entusiasmo e claro que de atualização com a proposta espírita.