Editorial

 

O Livro dos Espíritos - 145 ANOS:

NOVO AMANHECER PARA A HUMANIDADE

 

A Seara Espírita tem fortes motivos para considerar o dia 18 de abril uma data mais que importante, especial. Ela marca o lançamento de O Livro dos Espíritos - a obra fundamental do Espiritismo.

Coube a Allan Kardec (1804-1869) a incumbência delegada pelos Espíritos Superiores, de publicar em 1857, em Paris, uma obra que estabelecia uma nova ordem social no Planeta.

Na ocasião, a França estava sob o governo de Charles Louis Napoléon Bonaparte, mais conhecido por Napoleão III, sobrinho de Napoleão I.

É oportuno lembrar que Napoleão I nasceu quatro anos depois de Allan Kardec (1808-1875) e, segundo a mensagem “Napoleão e Kardec” de autoria de Humberto de Campos (Espírito), o Irmão X, Napoleão I renasceu com a tarefa de dar amplo apoio ao plano de Allan Kardec. E não deu.

O Imperador Napoleão I se voltou para as conquistas temporais e a prova disso é que chegou a fazer tentativas para estender seu império ao máximo, mas fracassou sob pressão dos Estados Unidos.

Mesmo assim, o Espiritismo foi codificado por Kardec e se alastrou pelo solo francês, atingindo vários países vizinhos.

E não poderia ser diferente. O Livro dos Espíritos reúne os fundamentos do Espiritismo, o Consolador Prometido por Jesus, conforme consta dos registros do Apóstolo João (cap. XIV: 15 a 17; 26).

Seu lançamento, portanto, fez parte de um plano traçado nas esferas espirituais superiores, com vistas à redenção da Humanidade.

Assim como em 1857 também, Louis Pasteur descobre o microcosmo, ou seja que a fermentação é produzida por organismos vivos, Kardec levanta o véu que encobria as verdades do Espírito, descobrindo o macrocosmo, isto é, outra humanidade invisível e suas relações com o mundo corpóreo.

Surge então, um novo amanhecer para a Humanidade prometido por Jesus há 18 séculos.

É de responsabilidade dos espíritas e dos Espíritos espíritas promover os ensinamentos contidos neste livro, “com a força mosaica e a suavidade cristã”* para que sejamos agentes de transformação moral nos ambientes nos quais possamos estar.

Pense Nisso. Pense Agora.

 

* Expressão de autoria do Dr. Luiz Carlos Raya, em palestra no Sanatório Espírita Vicente de Paulo, na manhã de 17/02/2002, em Ribeirão Preto-SP.