Efemérides de maio:

 

Dia do Trabalho
e aniversário de Eurípedes Barsanulfo

 

VERA GAETANI

de Ribeirão Preto, SP

 

1.° de maio

Em Espiritismo entende-se que o Trabalho é uma lei da natureza, lei divina, verdadeira para a felicidade do homem, eterna e imutável como o próprio Deus.

Ensinam-nos os autores espirituais que, no atual estágio evolutivo da Terra, existe um trabalho a que a maioria das pessoas está obrigada, quase sempre uma expiação e sempre um meio de aperfeiçoamento da inteligência. É a nossa ocupação diária, pela qual garantimos a nossa sobrevivência.

Todavia, além desse trabalho, ou mesmo associado a ele, existe a prestação de serviço aos semelhantes, trabalho espontâneo, realizado por inspiração do amor, que vai além do dever e pode chegar à abnegação.

Entre o trabalho-obrigação e o trabalho-abnegação, o que faz a diferença é a humildade, a benevolência, a esperança, o otimismo, o perdão, o desinteresse, a bondade, a tolerância, a caridade.

É nesse diferencial que se situa a vida de Eurípedes Barsanulfo, o apóstolo de Sacramento, nascido em 1.° de maio de 1880 e desencarnado em 1.° de novembro de 1918, vítima de gripe espanhola.

No livro “Eurípedes - o homem e a missão”, de Corina Novelino, narra-se que, na inauguração da sede própria do LAR DE EURÍPEDES, no dia 1.° de  novembro de 1959, em Sacramento (MG), pelas mãos abençoadas do médium Francisco Cândido Xavier, Eurípedes escreve uma oração de comovente humildade, dirigida a Jesus e que termina assim:

“E quanto a mim que sou, nesta casa, o último dos últimos - servo a quem tudo tens dado e que nada te deu ainda - trazido pelos amigos para algo dizer-te, não tenho outro recurso senão lembrar o cego de Jericó e rojar-me diante de tua bondade e de tua glória, a fim de pedir-te em pranto:

— Senhor, que eu veja!

Que eu veja a tua bondade para que eu saiba servir.

Eurípedes”.

 

Dia das Mães

Com o título “O cravo branco de Anna Jarvis”, Wallace Leal Rodrigues abre, à maneira de prefácio, o livro “Mãe”, uma autologia mediúnica publicada em 1971, por cuja compilação e coordenação ele se responsabiliza.

Em seu texto narra, inicialmente, o arrependimento de Anna Jarvis, ainda encarnada, por ter criado o DIA DAS MÃES, frustrada com o comércio que se desenvolveu em torno da data; na seqüência, ele apela aos espíritas, por inspiração de Anna Jarvis, agora espírito desencarnado, para que, junto com o NATAL, retirem o DIA DAS MÃES dos balcões e caixas registradoras; e finalmente lhe dedica o livro como um manifesto de seu movimento, pois reúne páginas que são quais cravos brancos de preces, louvor, ternura e devoção.

Lembrando a data, um soneto de Bittencourt Sampaio, extraído da Autologia:

 

Súplica a Mãe Santíssima

Anjo dos bons e Mãe dos pecadores,

Enquanto ruge o mal, Senhora, enquanto

Reina a sombra da angústia, abre o teu manto,

Que agasalha e consola as nossas dores.

 

Nos caminhos do mundo, há treva e pranto.

No infortúnio dos homens sofredores,

Volve à Terra ferida de amargores

O teu olhar imaculado e santo!

 

Ó Rainha dois Anjos, meiga e pura,

Estende tuas mãos à desventura

E ajuda-nos, ainda, Mãe piedosa!

 

Conduze-nos às bênçãos do teu porto

E salva o mundo em guerra e desconforto,

Clareando-lhe a noite tormentosa...