Eficiente antídoto contra o mal
O Bem e o Mal
GÉSSIA CHAVES
de Ribeirão Preto, SP
Moral é o conjunto de regras que constituem os bons costumes. Baseia-se na observância da lei de Deus. O progresso moral está intimamente ligado à prática do bem.
“O bem é tudo o que é conforme a lei de Deus, o mal, tudo o que lhe é contrário.”
Podemos alegar que não sabemos o que é o bem em determinadas circunstâncias mas Deus nos deu a inteligência para discernirmos o bem do mal.
Também nos ensinamentos de Jesus encontramos a máxima “Fazer ao próximo o que gostaríamos que ele nos fizesse”, que é uma regra orientadora para distinção entre o bem e o mal.
Na questão 637 de “O Livro dos Espíritos” é perguntado aos Espíritos: “Será culpado o selvagem que, cedendo ao seu instinto, se nutre de carne humana?”
Os Espíritos informam que a sua responsabilidade é proporcional aos meios que ele dispõe para compreender o bem e o mal.
“Assim, mais culpado é, aos olhos de Deus, o homem instruído que pratica uma simples injustiça, do que o selvagem ignorante que se entrega aos seus instintos”.
“Os males de toda espécie, físicos ou morais que afligem a humanidade, apresentam duas categorias:
Os males que o homem pode evitar, e os que são independentes de sua vontade, como os flagelos naturais”.1
O homem pode atenuar ou até evitar os flagelos naturais, pois recebeu a inteligência para isso.
Os males mais numerosos, entretanto, o homem cria para si, por seus próprios vícios, provenientes do orgulho, do egoísmo, da ambição, da cobiça e dos excessos em geral.
“Deus estabeleceu leis cheias de sabedoria, as quais não tem outra finalidade senão o bem”.
O homem tem gravado estas leis na consciência, tanto que ao praticar o Mal, esconde-se, não o pratica às claras, uma vez que esse senso íntimo, como que o adverte instabilizando-o.
O mal é responsabilidade de quem o causa. É resultado do uso do livre-arbítrio, que se detém nas escolhas onde alija o outro, desrespeitando-o nos seus direitos.
No livro “Joanna de Ângelis responde”, na questão 136 é perguntado “Qual o mais eficiente antídoto contra o mal?”
É o trabalho, ao lado da oração. O trabalho voltado para o bem ao próximo enriquece, corrige imperfeições e disciplina a vontade.
“O bem que deixes de fazer, podendo fazê-lo é um grande mal que fazes”2
Na questão 643 de “O Livro dos Espíritos”, os Espíritos ensinam que “Não há quem não possa fazer o bem, Somente o egoísta nunca encontra ensejo de o praticar”.
“Fazer o bem não consiste apenas em ser caridoso, mas ser útil, na medida do possível, todas as vezes que o seu concurso seja necessário”.
Moral, portanto, é a norma de bem proceder e independe do estado sócio-econômico.
Vemos situações em que alguém desrespeita a propriedade alheia sob a justificativa de que é pobre, entretanto, ser pobre não é atenuante para apropriar-se do que não lhe pertence.
A medida que aprendemos distinguir o bem do mal, os valores começam a ficar claros norteando, de modo mais sensível e equilibrado, as opções em si.
Quando o homem agir em acordo com as leis divinas, evitará os males mais amargos e viverá feliz sobre a Terra. Se não o faz, é em virtude de seu livre-arbítrio e disso ele sofre as conseqüências.3
O Espiritismo esclarece que o Bem é a única realidade eterna e absoluta em todo o Universo, sendo o Mal apenas um estado transitório, tanto no plano físico, no plano social, como na esfera espiritual.4
Nesse sentido e sob essas reflexões, apresenta-se a existência para cada um, como bendito convite, onde pode o homem exercitar-se através das respostas mais coerentes, plenas de Amor no respeito ao direito do outro.
Bibliografia:
1 KARDEC, Allan. A Gênese - cap. III, it. 3
2 FRANCO, Divaldo P./Joanna de Ângelis - Leis Morais da Vida
3 KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 5 - it. 4, 5, 6
4 CALLIGARIS, Rodolfo. As Leis Morais