A obsessão perante a Bíblia
DOMÉRIO DE OLIVEIRA
de São Paulo, SP
Meus amigos, a Bíblia, no Novo Testamento, registra um caso de obsessão. Os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas apontam esse caso, a saber: Mateus 17: 9-21; Marcos 9: 9-29 e Lucas 9: 37-45. Vejamos:
Jesus correu os olhos ao seu derredor, sobre a multidão tomada de espanto. Ao seu lado, encontravam-se os cavilosos Escribas e os perplexos Discípulos que não conseguiram aplacar a fúria de um processo obsessivo. O mestre leu, em cada coração, a incredulidade. E, então, com voz repassada de tristeza, exclamou: “Ó geração incrédula! Até quando estarei convosco?”
O caso levado ao Mestre prendia-se a um terrível processo obsessivo. Então, o Mestre pediu ao Pai do menino obsidiado: “traze-Me cá o teu filho”. O menino obsidiado foi levado e quando os olhos de Jesus pousaram sobre ele, o Espírito obsessor lançou o menino por terra e o mesmo se debatia em convulsões de agonia. Sim, meus amigos, o menino estava dominado por um terrível obsessor. O menino rolava no chão, soltando guinchos que não pareciam humanos. (Abrindo-se um pequeno parêntese, já presenciamos casos de obsessão deste mesmo jaez).
Por um momento, Jesus permitiu ao mau Espírito que ostentasse seu poder, para que os espectadores pudessem avaliar o caso. A multidão que ali se encontrava permanecia suspensa e o Pai do menino esperava que o Mestre curasse o seu filho, exclamando: “Se Tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos”. Jesus, então, responde ao Pai aflito: “ Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê” .
O Pai, numa explosão de lágrimas, lança-se aos pés do mestre e lhe implora: “Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade”. Então, com a Força da sua Autoridade Moral, com o Poder do seu magnetismo Pessoal, Jesus volta-se para o Espírito obsessor e diz:
“Espírito mudo e surdo, Eu te ordeno: sai dele e não entre mais nele”.
Jesus toma o menino pela mão e erguendo-o, apresenta-o ao Pai, perfeitamente são de Espírito e corpo. Pai e filho louvam o nome do Mestre que os libertou de tão terrível sofrimento.
Os Discípulos perguntaram ao Mestre:
“Por que não pudemos nós expulsar este Espírito? Jesus lhes respondeu: “Por causa da vossa pouca fé; porque, em verdade, vos digo, que se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: passa daqui para acolá e há de passar; e nada vos será impossível. Mas esta casta de “demônios” não se expulsa senão pela oração e pelo Jejum” .
Meus amigos, eis aí, em termos claros e incontroversos, o exemplo do Mestre. Para esse tipo de trabalho, no campo da nossa Doutrina, precisamos nos cingir daquela Fé “que transporta montanha”. Sim, a Fé mais viva, mais fervorosa, que deve brotar do íntimo da nossa alma, sim, aquela Fé que incorpora a nossa mais legítima confiança. Também, o “Jejum” se faz necessário. Precisamos esvaziar a “mente” e o “coração” de todos os sentimentos negativos e os enchermos de muito Amor que traduz o Poder de Deus. Os obstáculos amontoados no nosso caminho, como “montanhas intransponíveis”, nós os venceremos através da Força da nossa Fé. Sim, meus amigos, podemos alcançar vitórias, livrando nossos irmãos de processos obsessivos, se agasalharmos a Fé em nossas Almas, mesmo que seja pequenina como “um grão de mostarda”. Podemos seguir os Rastros do Mestre, para tanto, devemos contar com a nossa “transformação moral” e com o Poder da nossa Fé.
A fé, meus amigos, é a escora da nossa vida. Nosso perlúcido Emmanuel já nos ensina:
“A fé, na essência, é aquele embrião de mostarda do ensinamento de Jesus que, em pleno crescimento, através da elevação pelo trabalho incessante, se converte no Reino Divino, onde a Alma do Crente passa a viver”.
Deo gratia…