Efeméride
13 de julho:
Aniversário natalício de Cornélio Pires
VERA GAETANI
de Ribeirão Preto, SP
Cornélio Pires nasceu em Tiête (SP), em 13 de julho de 1884 desencarnou na capital paulista em 17 de fevereiro de 1958, aos 73 anos de idade.
Escreveu em verso e prosa. Foi jornalista, teatrólogo e humorista.
Dele afirma Antônio de Souza Lucena, no Anuário Espírita 84 (IDE): “Quase chegou ao materialismo, confuso com as interpretações das Escrituras. Em suas viagens contatou com médiuns e assistiu a alguns fenômenos que muito o impressionaram, especialmente uma comunicação de Emílio de Menezes tão autêntica, que não deixou dúvida quanto a sua personalidade. Desejando conhecer melhor o Espiritismo, leu as obras de Allan Kardec, os clássicos da literatura espírita e a obra mediúnica de Francisco Cândido Xavier. Interessou-se pelos fenômenos de efeitos físicos, resultando a publicação de dois livros”.
Do além, o nosso poeta caipira tem nos enviado muitas trovas através da Psicografia de Chico Xavier.
No livro “Astronautas do Além”, conta o médium que recebeu, certa vez, carta de um companheiro que foi, na Terra, amigo pessoal de Cornélio Pires, solicitando a sua opinião a respeito do suicídio. Dias depois, no final de uma reunião de estudo, em resposta, algumas trovas pitorescas onde mostra as conseqüências do suicídio. Ei-las:
Suicídio, não pense nisso
Nem mesmo por brincadeira…
Um ato desses resulta
Na dor de uma vida inteira.
Por paixão, Quim afogou-se
Num poço de Guararema.
Renasceu em provação
Atolado no enfisema.
Matou-se com tiro certo
A menina Dilermanda.
Voltou em corpo doente,
Não fala, não vê nem anda.
Pôs fogo nas próprias vestes
Dona Cesária da Estiva…
Está de novo na Terra
Num corpo que é chaga viva.
Suicidou-se à formicida
Maricota da Trindade…
Voltou… Mas morreu de câncer
Aos quatro meses de idade.
Enforcou-se o Columbano
Para mostrar rebeldia…
De volta, trouxe a doença
Chamada paraplegia.
Queimou-se com gasolina
Dona Lília Dagele.
Noutro corpo sofre sarna
Lembrando fogo na pele.
Tolera com paciência
Qualquer problema o pesar;
Não adianta morrer,
Adianta é se melhorar.
Bibliografia:
Anuário Espírita 84 – IDE
XAVIER, Francisco C., Astronautas do Além