Dinheiro

 

Saber fazer bom uso do dinheiro é prova de equilíbrio espiritual, qualidade desenvolvida por espíritos mais evoluídos

 

PAULA CAUCHICK NECCHI PIANA

de Ribeirão Preto, SP

 

Detidos no significado da palavra, estaciona de modo geral, o homem no visualizar de cédulas, moedas que usa como meio de pagamento, aos valores equivalentes, que lhe possibilita e permite aquisições, trocas e compras atrelado ao ter e poder mais, na proporção da quantidade que detém. Viver bem significará ter muito dinheiro.

Sob esse aspecto, apresenta-se como pesada responsabilidade, uma vez que o próprio conceito de felicidade está aí fechado, englobado.

Ausência, falta, diminuição são entendidos como desdita, desequilíbrios, infelicidade e miséria.

Na realidade, o dinheiro em si, não tem culpa, pois não é bom nem mau; mas torna-se um Bem ou um Mal, tanto na ação em si, como na realização íntima do ser, pelo uso que lhe é dado. Decorre que poder-se-á encontrar detentores de altas somas, infelizes, plenos de preocupações para ter mais, manter, não perder, afastando-se até mesmo das realizações do sentimento pela desconfiança das aproximações nos interesses. Outros, tendo pouco, valorizando cada oportunidade, lutando na realizações de sonhos, nas buscas enriquecidas pela união de esforços, que transforma sonhos em reais momentos.

Assim, a aplicação que se lhe dá, torna-o agente do progresso social, do desenvolvimento técnico, do conforto físico ou causa de desgraças onde sua validade decorra do uso que lhe é destinado. Disso decorre, que sua correta aplicação impõe responsabilidade e discernimento.

Se para consegui-lo, empenham-se os valores da inteligência, em esforços exaustivos, também é fomentada a indústria, o comércio, as ciências, as artes, os conhecimentos, ou podem irromper o vício e a corrupção. Vemos que por seu intermédio, uns são erguidos aos píncaros da paz, da glória humana, enquanto outros se arrojam às furnas do pavor e da desagregação moral em que sucumbem.

Graças a ele estabelecem-se acordos de paz ou por sua posse explodem guerras calamitosas.

Sob essas reflexões…

“Usa-o sem escravizar-te.

Possui-o sem deixar-te por ele possuir.

Domina-o antes que te domine.

Dirige-o com elevação.

Mediante sua posse, faze-te pródigo, sem te tornares perdulário.

Cuida de não submeter tua vida, teus conceitos, tuas considerações e amizades ao talante do seu condicionamento.

Previdente, multiplica-o a benefício de todos, sem a avareza que alucina ou a ambição que tresvaria.

Não te desesperes pela ausência do dinheiro. Ele é meio, não meta.

Ter ou deixar de ter, importa pouco na economia moral da tua existência.

O importante será a posição que se assume em relação a posse.”

Deixa que o dinheiro de passagem pelas tuas mãos se faça bênçãos de trabalho e educação, caridade e socorro, à feição do ar que respiras sem furtá-lo aos pulmões alheios.

 

BIBLIOGRAFIA:

XAVIER, Francisco Cândido/Emmanuel. Caminho, Verdade e Vida. Lição 57

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. XVI

FRANCO, Divaldo Pereira/Joanna de Ângelis. Leis Morais da Vida. Lição 19

FERREIRA, Aurélio B. de Holanda. Minidicionário da Língua Portuguesa. 1 º Edição. Pág. 164