Opinião
BEZERRA DE MENEZES,
O HOMEM DE BEM
“O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e de caridade, em sua maior pureza. Se interroga a consciência sobre seus próprios atos, pergunta a si mesmo se não violou essa lei, se não fez o mal e se fez todo o bem que podia; se negligenciou voluntariamente uma ocasião de ser útil; se ninguém tem o que reclamar dele, enfim, se fez a outrem tudo o que quereria que se fizesse para com ele.”
Com esses fundamentos Allan Kardec inicia, em concordância com a sentença do Cristo “sede pois, vós outros, perfeitos como vosso Pai Celestial é perfeito”, o elenco das principais qualidades que caracterizam o verdadeiro homem de bem em dissertação inserida como item 3 do capítulo XVII de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.
Encorajando a todos os que, já despertos para a renovação moral, lutam pela implantação da prática natural do bem na Terra, a começar pela própria melhoria espiritual, pelo combate ao egoísmo, um amoroso Espírito há entre nós que, quando encarnado, como homem, pode ser tomado como exemplo de praticante das virtudes que são características do homem de bem. Bezerra de Menezes faceou todas as vicissitudes, provações, bem como oportunidades que a vida material propicia ao espírito na sua marcha evolutiva. Em sua trajetória, desde criança, brilhou sua inteligência se prevaleceu seu sentimento de amor ao próximo, pelo uso correto das oportunidades que lhe foram oferecidas e, tendo provado, das glórias que a condição humana permitia, no Brasil de então, desde o conhecimento científico, ao poder político, sempre soube cumprir com os deveres que a consciência lhe ditava, como trabalhador da seara de Jesus, pautando todos os atos de sua vida familiar, social e pública, pela exemplificação do amor à verdade e pelo trabalho em favor dos semelhantes, dos mais abastados aos mais pobres, conseguindo sempre, o respeito e o carinho de todos os que com ele partilharam a existência terrena. Soube administrar e distribuir os bens materiais que em suas mãos depositou a Providência Divina, ajudando os necessitados, de tal maneira, de forma que seu primeiro impulso era sempre de pensar no bem dos outros, antes que no seu próprio, de forma, que no final de sua existência terrena, pobre doente, ainda se preocupava com os sofredores.
No momento em que comemoramos o aniversário de seu nascimento, lembremo-nos de homenageá-lo, com o nosso agradecimento, porém, mais do que isso, convençamo-nos de que é possível seguir-lhe o exemplo de homem de bem, nas atitudes de nossa vida, todos os dias, melhorando nossos pensamentos, sentimentos e atos, na prática do amor ao próximo, em busca do auto aperfeiçoamento.