O Vírus do Deixa Pra Lá

 

FÁBIO HENRIQUE

do DM/USE Ribeirão Preto

 

Olá companheiros de trabalho, cá estou eu de novo e sem demora já vou dividindo com vocês algumas idéias que afligem minha jovem mente. Desde o começo aprendemos em nossos respectivos centros espíritas, que ser Espírita é não negar o trabalho, é se reformular, é estar aberto ao novo, isso acho que todos já ouvimos. Porém os anos passam e de repente estamos nós na Mocidade Espírita, todos unidos buscando divulgar, aprender, trabalhar; todos com uma vontade inabalável, certo? Errado!

Nós crescemos sim, porém ao crescer vimos que muitos daqueles que nos ensinaram que ser Espírita era trabalhar e buscar saber, na verdade não fazem o que falam. Mas até aí tudo bem; quem somos nós para julgar o próximo não é?

Mas o pior é que nós ao invés de aprendermos o lado bom de ser Espírita, aprendemos o lado comodista de ser.

Nós pegamos o vírus do “deixa pra lá” que é o vírus mais contagioso que existe; ataca desde o mais jovem até o mais experiente.

Seus principais sintomas são:

Preguiça descontrolada

Apatia aguda

Má vontade

Egoísmo

Em casos mais avançados ela causa grandes problemas, como perda de membros de mocidade, e até mesmo fechamento de trabalhos mediúnicos.

Pode parecer engraçado mais não é; na maioria das Sociedades Espíritas são muitos o que sofrem do mal do “Deixa pra lá”; que deixam a Doutrina bem longe; mas bem longe mesmo!

Quantas vezes já não ouvimos: Fulano está sempre no centro ou Eu estou sempre no centro. A questão é: O Centro Espírita está em você? A Doutrina está em você?

Já está mais do que na hora de acordarmos e pararmos com esses comodismos que só atrasam a evolução e a divulgação desta maravilhosa doutrina que nos foi revelada. O trabalho real é criador de caminho certo na estrada da evolução; devemos nos doar sim; sem vaidades ou hipocrisias já conhecidas por nós.

E não fiquemos apontando para um ou outro, apontemos para nós, sejamos críticos conosco, busquemos a nossa reconstrução moral.

Lembrando o grande irmão e exemplo Chico Xavier que do Alto de sua Humildade Sublime, dos picos de sua simplicidade; nos dizia: “Busquemos Amar sem ser Amados; Dar sem esperar receber”.

Se alguma dúvida pairar sobre nossas mentes, este é o exemplo que devemos ter do que é realmente ser um gigante da alma.

E se o Chico não bastar, lembremos do Cristo: “Bem Aventurados os pobres de Espírito, pois que deles é o reino dos céus. (S. Mateus, cap. V, v. 3).

Sejamos humildes, nós podemos; Amigos, Irmãos, eu clamo a todos que sintamos o quanto podemos fazer pelo nosso próximo; quantas são as lagrimas que podemos impedir que caiam; E isso nos custa apenas doar um pouco de nós. Amar é algo sublime, maior, belo; o amor é aquilo que o Cristo de Deus veio nos ensinar em sua angelitude plena e maior; Amar pura e simplesmente a tudo e a todos.

Digo isso não só aos jovens, mas a todos os irmãos companheiros na estrada da evolução; vamos esquecer o eu e vamos começar a ser um grande e harmonioso Nós!

Quantos Chico Xavier, Gandhi, Madre Teresa, terão de vir, penar e sofrer humildemente para que nós, do fundo de nossas egoístas torres, aprendamos que seguir o Cristo é algo mais simples do que buscamos; é apenas Amar…

Só o Amor pode curar a praga do “Deixa pra lá” e todas as pragas que varrem a nossa terra.

É com uma infinita esperança e fé no futuro que divido com vocês estes pensamentos.

Fiquem com Deus e Amem incondicionalmente. Até a próxima.