Família e drogas
MARIA A. F. ADORNO DA COSTA
de Ribeirão Preto, SP
Desde remotas eras, o ser humano busca o uso de substâncias psicoativas várias, com objetivos terapêuticos, religiosos ou fuga ao próprio cotidiano. Neste caso a felicidade, a alegria, o prazer, são buscados nas coisas externas, sem preocupação no sentido de criar um mundo íntimo enriquecido, através do qual estas emoções brotariam de dentro para fora e aí sim, seriam verdadeiras e duráveis.
Sensações de entusiasmo, felicidade, paz que dependam das ocorrências do terra-a-terra ou sejam, provocadas por estimulantes, fármacos, etc. não têm duração, uma vez que esses sentimentos quando reais dimanam da intimidade do ser.
Sem esse pensar temos visto crescimento assustador dos vícios, desde o tabagismo aceito ainda hoje como inocente, ao alcoolismo, a maconha, a cocaína, o crack e outros.
Que papel tem desempenhado a família em função deste crescimento?
De modo geral, a encontraremos também aturdida, confusa sem conseguir definir bem sua função uma vez que não considera a importância do exemplo no lar.
Ignora que os filhos chegam à reencarnação através deles sem serem deles requerendo e exigindo cuidados contínuos no sentido de que através do diálogo se previna, se prepare o ser sobre a vida com seus atrativos e convites.
Transforma-se a criança em bibeló isento de deveres e responsabilidades que por menores que possam ser, são necessárias ao desenvolvimento da personalidade, fugindo assim de ajudá-las na formação do caráter que se inicia desde cedo.
Distanciam-se os pais dessa assistência necessária, sob pretexto de poderem remunerar empregados dignos, mas incapazes de substituí-los nas responsabilidades que receberam.
Desconhecem que os filhos são Espíritos diferentes, portadores da herança moral, que guardam em si bagagem, personalidade detalhes felizes ou infelizes das existências anteriores a se exteorizarem hoje requerendo cuidados.
Desinteresam-se dos estudos que lhes dizem respeito, entendendo que à escola cabe esse dever.
Relegam-lhes à mente, superstições e fantasias, sem prestar-lhes explicações honestas em torno do mundo, da vida, das oportunidades, dos fatos reais que englobam e constituem o momento.
Não lhes pedem trabalho e cooperação na medida da possibilidade e disponibilidade de cada um.
Mesadas, roupas, grifes, falsa aparência, mundo irreal, facilidades, mentiras, desculpas e justificativas das mais variadas no cultivo das preferências no acolher das intrigas.
Repreende-se por simples capricho ou deixam de corrigir quando necessário, segundo o interesse do momento.
Desse modo, enquanto não se dispuserem os pais, as famílias como um todo buscar, discutir, conscientizar, assumindo compromissos de regularização pelo amor, pelo bem, permanecerão os fatores de perturbação pois na busca desenfreada das soluções externas debatendo-se daqui para ali não lograrão sucesso.
A situação só vai se reverter quando se aprender a amar primeiro no respeito e construções próprias individuais para após passar-se ao próximo, como já exortava Jesus quando sua estada aqui...
Nesse sentido e sob essas reflexões, o momento é de confiança, lucidez e calma, uma vez que já se consegue perceber onde a falha, em que circunstâncias se deter, para renovar caminhos. “(...) Não nos esqueçamos, assim de que é preciso abraçar a cruz das provas indispensáveis, no trabalho que cabe a cada um fazer com amor e alegria, marchando no espaço e no tempo com o verdadeiro espírito cristão de trabalho infatigável no bem (...)”
Bibliografia:
FRANCO, Divaldo P./Joanna de Ângelis - Desperte e Seja Feliz
XAVIER, F. C./Waldo Vieira - Emmanuel/André Luiz - Estude e Viva
XAVIER, Francisco C./Emmanuel - Palavras de Vida Eterna - Lição 20