Opinião

Há quem busque consultar os Espíritos tão logo lhes surja qualquer problema ou dificuldade na vida.

É correta essa atitude? Ainda, será suficiente freqüentar as organizações doutrinárias, esperando a palavra dos guias?

Recorde-se que freqüentar sessões, presenciar este ou aquele fenômeno não traduz aquisição de conhecimento. Um amigo espiritual não pode desempenhar deveres que compete a cada um, nem trazer respostas ou indicações visando arrancar das experiências imprescindíveis à iluminação pessoal.

Daí surge a necessidade do preparo individual do esforço próprio no estudo, da meditação, cultivo e aplicação da Doutrina, nos mais variados detalhes da vida, onde amadurecendo a mentalidade, desenvolve-se o verdadeiro sentido do livre-arbítrio.

Os ensinamentos dos Espíritos, constantes da Codificação, chegaram e estão à disposição, após passarem por austero e criterioso discernimento, constituindo-se como roteiros seguros recomendáveis à Vida no fortalecer do Espírito.

É engano primário, imprevidência mesmo, indagar das entidades espirituais, na busca de respostas as puerilidades e comezinhas questões do dia-a-dia. Pode ainda gerar situações de conseqüências imprevisíveis, uma vez que, Espíritos pouco desenvolvidos, que pululam no meio, ávidos de encontrar instrumentos que sirvam aos seus propósitos menos dignos, passam a interagir “orientando” segundo suas idéias e interesses pessoais. Ah! Mas o médium consultado é isento de propiciar ou não perceber essas intenções!

Alerta, vigilância... não dispomos ainda de moral inabalável que permita e assegure imunidade ao assédio de Espíritos que não valorizam a verdade. Em virtude disso poderão atender ao chamado, responder, conquistar a confiança, com conseqüências infelizes, danosas.

As Obras Básicas e subsidiárias na Doutrina Espírita serão sempre o leme seguro para que se conduza o homem na vida terrena, entendendo seus percalços e porquês. Oferecem advertências, propõem raciocínios, reflexões, apelam ao discernimento, colocando pelo entendimento, cada qual em suas decisões e escolhas frente ao ideal proposto por Jesus - o trabalho frente a cada situação que surja com o íntimo renovando-se no Bem.

Indispensável portanto, o esforço de cada um no sentido de estudar, meditar, cultivar e a aplicar a Doutrina Espírita na intimidade da vida, para que as experiências terrenas, no instante oportuno, sejam resolvidas e vividas com dignidade espiritual.