Envolver-se no Bem, auxiliando os outros em suas necessidades, deveria ou deve ser a conseqüência da oração no pedido a Deus de satisfazer as nossas necessidades, de aliviar as nossas dores.
Na oração
CLÁUDIA C. NECCHI PIANA
de Ribeirão Preto, SP
Quando falamos em prece, oração precisamos entendê-la na sua significação de “súplica dirigida a Deus ou a qualquer entidade”, elevação da alma a Deus; súplica, rogo, pedido dirigido a Deus ou quem cremos, nos possibilite intermediar-nos frente à uma necessidade.
Nesse sentido ensinam os Espíritos “a forma nada vale, o pensamento é tudo. Ore, pois, cada um segundo suas convicções e da maneira que mais o toque. Um bom pensamento vale mais do que grande número de palavras com as quais nada tenha o coração”.
Nesse sentido entende-se que essa prece deve ser clara, simples, sem frases inúteis. Cada palavra deve despertar uma idéia, pôr em vibração uma fibra da alma, que faça refletir a situação interna do ser que ora.
“Prece é luz. Desejai ardentemente e as oportunidades aparecerão, empenhai-vos a encontrar o objeto de vossos anseios e tê-lo-eis à vista; todavia é preciso trabalhar, agir e servir para que se vos descerrem os horizontes e as realizações que demandais.”
O certo é que a oração ajuda sempre; no entanto se o interessado em proteção e socorro não lhe prestigia a influência, ajudando-lhe a ação, a benefícios dos seus próprios efeitos, de certo que não funciona, isto é, não atinge o alvo colhendo resultados.
Se a resposta parece tardia, habitualmente surge a amargura e afirmamo-nos esquecidos.
Com semelhante raciocínio, é importante saber que a pior atitude em qualquer adversidade será sempre a da dúvida ou da inquietação, significativas estas da pouca fé, das inseguranças e desconhecimentos da ação da mente que se elevando em campo de intercâmbio superior, só por isso, colhe ai restabelecimento, coragem, força, bálsamo e sustentação para a caminhada.
Mesmo supondo que o atendimento do alto demora, recordemos que se a hora é de crise, tempo de luta, é também a ocasião para os melhores testemunhos de fé; e que se exigimos o amparo do Senhor, em nosso benefício, é perfeitamente justo que o Senhor nos solicite algum amparo, em favor dos que se afligem junto de nós. Desse modo, unido à prece, rogo, súplica, busca e solicitação de auxílio e providências em favor de nossas dores, nada melhor que envolver-se no Bem a serviço do semelhante, campo este aberto onde sem mesmo perceber diluem-se os próprios temores e dúvidas no tempo que sob os auspícios do Amor traz soluções no coração que encontra a paz.
BIBLIOGRAFIA:
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. XXVIII.
XAVIER, Francisco Cândido. Segue-me. Pág. 191.
XAVIER, Francisco Cândido. Palavras de Vida Eterna. Lição 172.
FERREIRA, Aurélio B. de Holanda. Minidicionário da Língua Portuguesa. Pág. 342. 1.ª ed.