De nós, no esforço de melhoria interior, depende sermos ou não felizes
Queixas e reclamações
LEDA DE ALMEIDA REZENDE EBNER
de Ribeirão Preto, SP
Parece fazer parte do homem o hábito de queixar-se e reclamar, tão freqüentemente, ele se apresenta no dia-a-dia das pessoas.
Existem reclamações justas e corretas que devem ser feitas para que o bem possa ser praticado na Terra. Reclamações entre pessoas que procuram a harmonização no relacionamento, na justiça, na reindividação de um direito legal, que foi desrespeitado…
O hábito, porém, de queixas e reclamações de tudo que não está de acordo com nossos desejos e opiniões é dos que trazem maiores prejuízos, principalmente, para quem o exerce.
As muitas queixas e reclamações expõem as próprias deficiências espirituais das pessoas, tais como impaciência, intolerância, orgulho, malevolência, egoísmo, inveja, ciúme, desamor a si e ao próximo…
Demonstram também que elas não assumem seus atos e jogam a culpa de tudo que não lhe dá certo, segundo sua visão, aos outros ou ao destino. Consideram-se sempre, em qualquer situação, vítimas inocentes; são inseguras, aparentando tudo saber. Na realidade, não confiam em Deus, nem em si próprias, não param para análises e reflexões.
São presas fáceis de espíritos obsessores, pelas emissões negativas de revolta, de desespero, de tristeza, de desestímulo, formando, no seu entorno, um campo espiritual magnético escuro e maléfico, não permitindo o acesso de espíritos bons.
Não ouvem a ninguém, não conseguem manter um diálogo, porque só se queixam e reclamam. Quando alguém tenta raciocinar com elas, é interrompida pelas lamentações, pelo choro, pelas mentiras contraditórias para justificar-se. Assim, acabam por provocar o afastamento até de pessoas que querem e poderiam auxiliá-las.
Suas orações - quando o fazem - são vazias, porque acompanhadas de desânimo, desconfiança, desespero.
Esse hábito torna a vida dessas pessoas triste, amargurada, sem prazer, solitária, pois nada valorizando, não conseguem enxergar as coisas belas e boas da vida, que são muitas e estão ao alcance de todos.
Busquemos corrigir em nós esse hábito, que trazemos de quando não entendíamos as lições de Jesus, mais esclarecidas hoje pelo espiritismo, esforçando-nos por interpretar as situações e acontecimentos da vida sob o ponto de vista da imortalidade e do aperfeiçoamento contínuo de todos nós.
Estamos todos inseridos na lei divina de ação e reação, no “com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados “(Mateus, 7:1), no “a cada um segundo suas obras”, no “aquele que quiser ser o maior, esse seja o seu servidor.“( Mateus, 20:26) .
Se queremos ser discípulos de Jesus, temos de esforçar-nos para viver seguindo seus ensinamentos.