Editorial
NOVO CONCEITO DA MORTE
Dia 2 de novembro, dia de finados, dia dos mortos. Entretanto, as pessoas que deixaram seus corpos físicos não estão mortas. “Morrer não é morrer, mas apenas mudar-se” - concluiu Victor Hugo. Herculano Pires, no livro “Educação para a morte”, lembra que em 1940 o Prof. Rhine anunciava a comprovação científica da telepatia, logo seguida das provas de outros fenômenos. Declarou a seguir a existência de um conteúdo extrafísico no homem, com a aprovação de pesquisadores da Universidade de Londres, de Oxford e de Cambridge. Seguindo o esquema de pesquisas de Kardec mas agora enriquecida de novos métodos e do auxílio de aparelhagem tecnológica, fez esta proclamação que provocou protestos dos conservadores: “A mente não é física e por meios não físicos age sobre a matéria. O cérebro é simplesmente o instrumento de manifestação da mente no plano físico”. E conclui Herculano Pires: “Isso equivale a dizer que o homem é Espírito e não apenas um organismo biológico”. E mais adiante “Ressurgiu assim, no seio das próprias ciências, a concepção do homem como Espírito e o conceito da morte como simples descondicionamento do ser, envolvido e condicionado na forma humana carnal, de origem animal. Restabelece-se também a idéia cristã da morte como libertação que reintegra o morto na sua dignidade humana, vivo e ativo”.
É na visão da morte, com todas as suas conseqüências filosóficas e morais que o Espiritismo realizou uma revolução irreversível, que o mundo ainda não reconheceu. A verdade deve vencer muitos preconceitos e muitos interesses antes de conquistar a totalidade humana. A Doutrina Espírita arrancou o véu que nos ocultava o outro lado. Pela mediunidade, mostrou a vida plena, imortal. Jesus ensinou que aqueles que se apegam à própria vida a perderão, e os que a perdem, na verdade a ganharão. A vida em abundância dos Evangelhos é a integração do homem na plenitude de sua consciência divina.
Pense Nisso. Pense Agora.