Também nos campos de batalha, o Progresso e a Evolução se fazem presentes
A marcha do Progresso e da Evolução
WALDIMIR GIORGI
de Ribeirão Preto, SP
Dia 18 de abril passado, quem se utilizou da Internet, pode se deparar com a seguinte notícia veiculada pela redação do provedor Terra: “Antraz poderá ser usado na luta contra o câncer”, onde informava que cientistas norte-americanos conseguiram curar ratos com câncer na pele, usando as toxinas do microrganismo.
O nome antraz nos remete ao triste dia de 11 de setembro do ano passado, ocasião dos atentados terroristas nos Estados Unidos, que ocasionaram milhares de vítimas com a destruição das torres gêmeas do Worl Trade Center.
Logo após começaram a circular através do sistema postal norte-americano, cartas contendo o referido microrganismo, que por sua vez teve sua ação letal, em pequena escala, não fosse a pronta mobilização da saúde pública do país.
Além do ato terrorista evidente, teve-se uma idéia de como pode ser efetuada uma guerra bacteriológica. Vê-se com isso que as guerras são as formas hediondas de barbárie que podem assolar a humanidade. É onde o primarismo humano se revela, atuando o instinto puro e simples como forma do homem obter segurança, subjugando os mais fracos.
Sabe-se que grande parte das causas dos conflitos humanos como as lutas, misérias, dominações, etc., se deve ao egoísmo, onde cada indivíduo primeiro pensa em si, sem pensar em seu próximo sacrificando os interesses alheios, sem escrúpulos para que seus interesses pessoais sejam satisfeitos, onde o egoísmo e o orgulho, exaltando a personalidade, leva o homem a considerar-se acima de todos.
Ainda sem valores morais conquistados, o homem aciona seu “direito de força” e aplica tecnologia e novas descobertas na finalidade de obter a submissão dos menos capazes. Percebe-se que, pelo seu modo de agir, as civilizações apresentam diferentes graus de evolução.
Uma civilização é incompleta quando não reflete em seus atos moralidade. Temos assim, uma civilização em transição pois caminha rumo à perfeição. Enquanto se desenvolve, ocasiona males. É um processo natural, já que com os males produzidos advirão os remédios para saná-los. Com o tempo os males cessarão, pois pela própria força o progresso moral estará cada vez mais consolidado e o Bem exteriorizado em suas formas de respeito, liberdade, tolerância, ajuda recíproca e fraternidade enfim.
Do primarismo evolutivo em que o homem se encontra, surgirão estímulos a esforços, que embora voltados para destruição, posteriormente serão utilizados em contribuições de aprimoramento às comunidades.
Guerras que espelham selvageria de sentimentos, por outro lado, servem como alerta àqueles que desejam o amor ao próximo. No fragor das batalhas que se pode encontrar as almas mais nobres, em renúncia a si mesmas e na abnegação, concentradas nos estudos e pesquisas com o intuito de descobrir soluções para as aflições e dores. São as descobertas efetuadas em tempo recorde, que são apressados o fim dos conflitos e o amparo às vítimas. Exemplo disso é a penicilina, cujo desenvolvimento da técnica de produção em larga escala em plena segunda guerra mundial salvou milhares de vidas e até hoje continua a ser usada.
Portanto, a notícia acima referida, vem comprovar a forma de atuação da Evolução e do Progresso. A guerra, a agressão, a dor, não podem ser parados; fazem, por enquanto, parte da natureza humana. Por vezes, os maus atos, as más leis, podem retardá-los porém não sufocá-los.
Jesus através de seus ensinamentos nos sinaliza que a partir da Renovação íntima de cada indivíduo, a agressividade humana será substituída pelo Amor, trazendo consigo a solidariedade e a fraternidade, capazes de resolver quaisquer pontos de discórdia, sem motivações para as guerras.
Assim, um dia, o mal desaparecerá da Terra, prevalecendo o Bem, a Moral e a Paz, estágios já inseridos nos mundos de Regeneração, fase em que a Terra passará num tempo maior ou menor, dependente de cada um na renovação pessoal no Bem.
Bibliografia:
FRANCO, Divaldo P./Joanna de Ângelis. Após a tempestade - lição 19
KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos - Marcha do progresso, q. 781
KARDEC, Allan - Obras Póstumas - O egoísmo e o orgulho