Editorial
É NATAL
Chega dezembro e com ele o Natal. Data maior da cristandade, lembra Jesus, o Ser sábio e bom que deixou as regiões celestes, de paz e harmonia, para vir até o nosso planeta, nos ensinar a viver.
Há controvérsias sobre as circunstâncias que envolvem o nascimento do Mestre. Teria sido em Belém, numa manjedoura? Seus pais ali estariam por causa de um recenseamento? Há fortes dúvidas sobre estas e outras questões relacionadas com o Seu nascimento. Mas não há dúvidas de que Ele realmente veio. Nasceu em lugar muito pobre, junto de pessoas simples, porém puras e boas, certamente para nos dar o primeiro ensinamento: o da humildade.
O Natal de Jesus é lembrado das mais variadas maneiras. Há quem aproveita a data para ganhar dinheiro; outros para dar ou receber presentes. Há, ainda, quem comemora o Natal comendo, e bebendo fartamente, gratificando as sensações físicas. Mas há também, felizmente, os que se lembram do aniversariante, o Amigo incomparável, e dos ensinos que Ele nos trouxe.
Antes de Jesus, o estrangeiro, o que tinha fé diferente, a mulher, o pobre, o portador de determinadas doenças, eram terrivelmente discriminados. Tidos como seres inferiores, todos os direitos lhes eram negados. Jesus trouxe a boa notícia, a boa nova, de que todos somos irmãos, filhos do mesmo Pai. Somos criados em igualdade de condições; estamos subordinados às mesmas leis, e destinados ao mesmo fim, que é a perfeição relativa. Alcançar esta perfeição, compreender as leis que nos governam, viver em harmonia com elas e, conseqüentemente, sermos felizes, é tarefa de cada um. Podemos abreviar ou retardar o processo, dependendo do modo como usarmos nosso livre-arbítrio.
Por certo, a melhor maneira de lembrar o Divino Amigo é aprofundar a compreensão sobre Seus ensinos constantes do evangelho, e empenhar-se na sua aplicação no viver cotidiano. Vale recordar André Luiz: “Em todas as circunstâncias, eleger, no Senhor Jesus, o Mestre invariável de cada dia. Somos o rebanho, Jesus é o Divino Pastor”. E ainda: “Renunciar às comemorações natalinas que traduzam excessos de qualquer ordem, preferindo a alegria da ajuda fraterna aos irmãos menos felizes, como louvor ideal ao Sublime Natalício. Os verdadeiros amigos do Cristo reverenciam-no em espírito” 1
Pense Nisso. Pense Agora.
1 - André Luiz, do livro Conduta Espírita.