Efeméride

 

O Natal de Jesus

 

VERA GAETANI

de Ribeirão Preto, SP

 

O Natal de Jesus ‘‘foi a sua primeira parábola, não falada, mas vivida’’. Podemos ler esta interessante observação na revista ‘‘Educação Espírita, ano II, n.º 3 .

Se as parábolas são textos poéticos, figurados, possibilitando vários níveis de entendimento, a narrativa do nascimento de Jesus é uma delas.

O Emissário Divino entre as palhas da manjedoura será, para sempre, o símbolo da humildade, virtude fundamental, sem a qual não se adquire nenhuma outra. A manjedoura, com esta conotação, é o caminho da progressiva escalada espiritual.

No transcorrer da história, foi o inverno que aproximou homens e animais domésticos. Ou seria já aí a mensagem da fraternidade estendida aos mais humildes servidores do homem?

A percepção do que se passava no plano espiritual coube aos pastores da noite, homens simples e ignorantes que, emocionados, receberam de um anjo a notícia do nascimento do Salvador e ouviram o louvor do Coro Celeste. Mais tarde, no Sermão da Montanha, o Mestre diria: “Bem-aventurados os pobres de espírito…”

A visita dos magos, homens sábios, observadores do firmamento, que vieram de longe para adorarem o menino, por certo é a ciência humana curvando-se diante da Sabedoria Divina.

Por fim, a reação de Herodes é a oposição que os orgulhosos da Terra fazem contra os verdadeiros Emissários do Alto.

Comemora-se o nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro, mas o Natal é mais que uma data. Segundo Joanna de Ângelis, ‘‘o Natal é mensagem perene que desceu do Céu para a Terra e que, agora, em nós, se levanta da Terra na direção do Céu’’.